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Como fazer horta em casa
22/01/2013

Aprenda a fazer sua própria horta em casa

Como ter uma verdadeira horta de temperos em casa e fazer com que ela dure mais de uma estação?

Cultivar uma horta orgânica, independente do tamanho e da variedade de alimentos plantados, é sempre bom. Bom para a saúde e o bem-estar da família, que irá ingerir alimentos mais saudáveis e livres de agrotóxicos. O meio ambiente também agradece, pois deixará de receber produtos químicos e terá seus recursos naturais, como solo e água, explorados de forma sustentável.

É preciso ficar atento e tomar alguns cuidados na hora de montar a sua horta. Elas podem ser feitas em todos os tipos de casa e apartamentos, só precisam ser adaptadas ao espaço e aos recursos disponíveis. Por isso preparamos um roteiro com algumas etapas importantes para você começar sua produção agrícola doméstica.

 

 

1 – Analise e escolha o melhor local do plantio
Observe com atenção o espaço disponível para o plantio, seja numa varanda ou num jardim, a incidência do sol deve ser de pelo menos 5 horas por dia. Quanto menos vento, melhor, por isso é bom evitar a face sul. Enquanto isso uma boa dica é fazer compostagem ou instalar um minhocário, dessa forma o adubo já vai sendo preparado.
Saiba mais sobre compostagem e minhocário em: http://composteira.blogspot.com.br/  http://cadicominhocas.blogspot.com.br/
Definido o local do plantio lembre-se que quanto maior a área maior será o seu trabalho, por isso o ideal é começar plantando em um metro quadrado ou em vasos menores. Assim que você pegar o jeito, vá expandido sua horta. Um bom tamanho para os vasos é de 30 cm de diâmetro. Os menores são ideais para espécies mais esguias, como cebolinha, salsinha e tomilho. Se você tem o hábito de guardar baldes velhos, latas e potes de plástico reutilize-os fazendo orifícios no fundo com uma furadeira.

2 – Preparando a terra
Se for plantar no chão, está na hora de roçar. Delimite o local e, com uma enxada, vá “quebrando” a terra para retirar raízes, grama, pedrinhas e o que mais estiver por lá. Trabalhe com suavidade, evitando revolver excessivamente as camadas do solo. Afofe todo o terreno e, se encontrar minhocas, fique feliz e tente não incomodá-las. Espalhe o composto orgânico e/ou húmus de minhoca que você fez em casa. Ou então use esterco, húmus de minhoca comprado ou adubo orgânico. Pó de osso também é muito bom, assim como cinzas. Um ou dois baldes de adubo são suficientes para cada metro quadrado.
Depois de afofar, evite pisar na terra. Por isso os canteiros devem ter no máximo 1,20m de largura. Após a adubação, cubra o canteiro com uma camada de mais de 10 cm de espessura de material seco (palha, folhas ou podas de grama). Se não tiver o suficiente em seu próprio jardim, recolha da rua ou fique de olho naqueles sacos pretos que os jardineiros largam para o caminhão de lixo levar embora. Deixe a terra descansar uns 15 dias, regando de vez em quando, caso não chova. Assim o terreno estará pronto para semear ou colocar as mudas.
Se for plantar em vasos, coloque no fundo 2 cm de argila expandida ou cacos de telha (com a parte convexa para cima). Em vasos grandes essa camada pode chegar a 10 cm. Preste atenção para não vedar totalmente os furos, pois um bom escoamento de água é fundamental. Em cima, areia na mesma proporção ou manta bidim (um tecido drenante que você encontra em lojas de jardinagem). Complete o vaso com terra adubada, deixando uma faixa superior livre, onde será colocada uma generosa camada de matéria seca. Mantenha a terra úmida, mas não encharcada.

3 – Escolhendo as sementes e mudas
Quais espécies plantar? Isso depende do que você gosta de comer, da época do ano, do espaço disponível e da intensidade da insolação. O melhor é usar sementes orgânicas. Se não encontrar, fique com as normais, que são vendidas em saquinhos em lojas de jardinagem. Na embalagem estão informações sobre período e forma de plantio e espaçamento das mudas. Para otimizar espaços, use a sementeira (uma bandeja cheia de casulos pequeninos que funciona como viveiro).
Para iniciar a horta, as ervas são uma ótima opção, pois em pouca quantidade já mudam o sabor dos pratos. E você pode ir retirando folhinhas sem matar a planta. Começar por espécies como alface e cenoura é complicado, já que, depois de cuidar da planta por meses a fio, em um segundo você colhe e come. E fica aquele espaço vazio na horta.
Segundo experiências da jornalista Claudia Visoni, na agricultura orgânica, misturar espécies é uma prática incentivada, pois reduz o risco de ataque de pragas e ajuda a manter a fertilidade da terra. Porém, nem todas as espécies convivem bem. Conheça a lista de casais e desafetos sugerida por Claudia Visoni.

Juntar: alface/cenoura; alface/beterraba; cebola/cenoura; cenoura/rabanete; pepino/rabanete; tomate/cenoura; tomate/cebola; espinafre/morango; rúcula/pimenta; couve-flor/beterraba.

Separar: tomate /rúcula; tomate / rabanete; alface / pepino; alface / morango

4 – Cuidando de sua horta
A horta pede cuidados diários. Dá trabalho, mas é uma atividade deliciosa. Aos poucos, cada um encontra seu ritmo e essas orientações podem ajudar:
•    Regar demais é tão ruim quanto deixar as plantas secarem. Use o “dedômetro” para aferir a umidade ideal. É assim: você enfia o dedo bem fundo na terra e verifica se está úmida e grudando. Em caso afirmativo, não precisa regar mais. Atenção: folhas murchas significam sede.
•     Melhores horários para regar e manejar as plantas: início da manhã ou final da tarde. Prefira os dias nublados e mais frescos para transplantar.
•     O verão tropical escaldante e sujeito a tempestades é um período complicado para as plantas. Paciência e atenção redobrada nessa época.
•     A terra deve estar sempre fofíssima como um bolo. Se ficar endurecida, veja se está faltando água ou se a camada de matéria seca necessita de reforço.
•    Algumas plantas são perenes ou vivem durante várias safras, como é o caso das ervas, do chuchu, do pimentão. Outras têm apenas uma colheita, como o tomate e a alface. Misture esses dois tipos para sempre ter uma horta viva.
•    Enquanto uma safra de folhosas cresce, vá preparando a próxima na sementeira.
•    Quanto mais biodiversidade, melhor. Troque mudas com amigos hortelões, arranje sementes diferentes e vá trazendo novas espécies.
•    Na agroecologia não se fala em ervas daninhas e sim em espécies espontâneas. São os matinhos que crescem sem ser semeados. Não precisa exterminar. Se não estiverem alastrando demais ou atrapalhando o desenvolvimento da planta comestível, deixe lá.
•    O chorume do minhocário diluído em água é um excelente adubo para borrifar nas folhas.
•     A cada mês ou quando sentir que a planta está precisando, adube a terra. Mas sem exagero.
•     Contemple todas as etapas da vida: nascimento, crescimento, frutificação, morte e decomposição. Cada uma tem seu encanto.

5 – Atitudes Preventivas
Vale a pena sempre consultar um engenheiro agrônomo e profissionais da área, eles saberão nos orientar corretamente no cultivo ideal dessas espécies e no trato de possíveis infestações que podem ocorrer. Em Indaiatuba e região existem diversas lojas de paisagismo que oferecem esse tipo de auxílio, além de comercializarem mudas aromáticas e medicinais.

  

Dicas Importantes
Hortas grandes exigem mais cuidados, se você possui uma área maior, como um terreno ou um amplo quintal, pode fazer uma horta mais estruturada e com maior variedade de alimentos. Essas dão mais trabalho, mas certamente você será compensado.
Se você tiver animais, coloque uma cerca de bambu, madeira ou outro material para que eles não tenham acesso à horta.
Se o seu terreno é muito argiloso, acrescente areia junto com o adubo, para ele ficar mais permeável à água.
Os tempos de crescimento de cada verdura, cada fruta e cada legume são diferentes, assim como as estações do ano em que cada um deve ser plantado. Informe-se bem a respeito e confira a tabela abaixo para saber quando plantar cada muda.

  

Tabela Caléndario de Plantio 

Texto: Ana Paula Lieb / Revista Colinas & Terras 

 

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