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No mês de março, Casa da Cultura de Paraty inaugura exposições e promove uma série de atividades para celebrar seus 10 anos
19/03/2014

 

Instalada num casarão colonial fincado no centro histórico da cidade, a Casa da Cultura de Paraty completa 10 anos de atividade este mês, depois de abrigar mais de 400 eventos - entre eles a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty e o Festival Internacional de Fotografia Paraty em foco - e promover 113 exposições, além de festivais, shows e outros eventos, que receberam mais de 550 mil visitantes. Para celebrar a data, comemorada no dia 21 de março, a Casa preparou uma agenda especial que mescla arte, música, cinema e teatro, e pretende atrair, sobretudo, moradores, mas sem deixar de funcionar também como um ponto de encontro e lazer para turistas.

“Nos casarões de Paraty, as pessoas costumavam se encontravam para conversar, comer, tomar o café da tarde. Porque na casa do paratiense a tradição é manter a mesa sempre posta.

Pois é assim que enxergamos a Casa da Cultura hoje, como se ela fosse a casa de todos nós, com acolhimento e fartura traduzidos numa programação cultural capaz de agradar a todos”, afirma Cristina Maseda, atual presidente da Associação Paraty Cultural, ONG responsável pela gestão da Casa da Cultura.

Além da agenda semanal fixa, que conta com atividades gratuitas de quinta a domingo, a Casa da Cultura de Paraty comemora seu aniversário com um novo ciclo de exposições. A principal será inaugurada no dia 21 de março. Esta é a vida que eu quis – personagens de Paraty apresenta 42 retratos feitos pela jornalista e fotógrafa paulista Nair Benedicto, que tem seu trabalho presente em acervos como os do Museu de Arte Moderna de Nova York, do Museu de Arte Moderna em São Paulo e no Rio de Janeiro. As fotos em preto e branco foram feitas no início dos anos 1970 e emolduram os rostos de paratienses singulares, reforçando a relação de Nair com a cidade – onde mantém uma casa até hoje.

“Essa série de retratos foi clicada numa atmosfera que já não existe mais, e tem o intuito de fortalecer a memória coletiva da cidade”, explica a fotógrafa. “Cada morador teve a liberdade de escolher como queria ser fotografado, as roupas que gostaria de vestir e em que paisagem a foto deveria ser feita. Foi interessante constatar, por exemplo, que o negro Zezeca, personagem conhecido na cidade, quis se fantasiar de índio”, contou.

Nesse mesmo dia será lançado o catálogo da exposição, com projeto do designer gráfico Ricardo Tilkian, que traz as fotos e textos de personalidades paratienses, como o historiador Diuner Melo. “Este catálogo é a celebração de uma nova fase da Casa da Cultura de Paraty e fonte de uma enorme satisfação para a atual diretoria, que assumiu o compromisso de manter um diálogo constante entre a tradição cultural local e as influências artísticas externas. Assim, o catálogo é uma forma de guardar e preservar este valioso acervo de um registro histórico dos anos 1970, importante momento cultural na vida da cidade”, acredita Cristina Maseda, gestora da Casa.

Programação especial pretende agitar a cidade
A programação especial de aniversário da Casa da Cultura de Paraty começa no dia 12 com a inauguração da mostra João Baptista Martins – Saporem, que reúne uma série de dobraduras e poemas ilustrados do artista popular local que dá nome à exposição. Com curadoria de Fernando Fernandes e Patrícia Gibrail, a instalação sintetiza a arte e sensibilidade de Saporem. O artista participará de um bate-papo com o público nesse mesmo dia, às 17h, como parte do programa Café da tarde com Ciranda.

No dia 14, a exposição Paraty por Tom Maia - Uma viagem pela obra de Tom e Thereza Maia passa a compor também a agenda especial da Casa. Um dos fundadores do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), Tom Maia retratou com precisão as paisagens e os monumentos da cidade por meio de desenhos com a técnica bico-de-pena, documentação iconográfica importante na preservação da memória do patrimônio cultural do país. Já sua esposa Thereza Maia, professora de Cultura Brasileira, Folclore e Museologia, publicou quase 50 livros, sendo cinco deles sobre Paraty, que apresentam, por exemplo, um registro das festas antigas da cidade, tendo por base a oralidade de seus moradores. Com curadoria de Patrícia Gibrail e Renata Rosa, a exposição reúne os desenhos e livros do casal. “Fico realmente muito feliz por ser lembrado. Prova de que Paraty aprecia meus desenhos tanto quanto eu aprecio a cidade, especialmente sua arquitetura colonial e seu povo cheio de generosidade. Nosso amor é recíproco”, declarou Tom.

No final do mês, dia 29, o recém-reformado palco da Casa vai receber a remontagem do espetáculo Um passeio na História, idealizado pela Companhia Imperial. Escrita pelo historiador Diuner Mello, a peça nasceu como um tour teatral em Paraty, convidando o público que caminha pelo Centro Histórico a acompanhar o elenco que conta de forma lúdica a história da cidade. “Nessa remontagem, o espetáculo ganha flexibilidade e passa a ser encenado pela primeira vez no palco”, destaca Bernadete Passos, diretora cênica da Companhia Imperial.  A peça também ganhou uma nova produção musical, que inclui canções e marchinhas de Paraty. A programação da Casa da Cultura de Paraty já está disponível no Facebook: www.facebook.com/casadaculturaparaty

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